Portuguese poem
Sinhá
O teu nome é como o oleo derramado.
Cantico dos Canticos.
Nem o perfume que expira A flôr, pela tarde amena, Nem a nota que suspira Canto de saudade e pena Nas brandas cordas da lyra; Nem o murmurio da veia Que abriu sulco pelo chão Entre margens de alva arêa, Onde se mira e recreia Rosa fechada em botão;
Nem o arrulho enternecido Das pombas, nem do arvoredo Esse amoroso arruido Quando escuta algum segredo Pela brisa repetido; Nem esta saudade pura Do canto do sabiá Escondido na espessura, Nada respira doçura Como o teu nome, Sinhá!