Versos Portuguese Machado de Assis Spinoza

Portuguese poem

Spinoza

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Gosto de ver-te, grave e solitario, Sob o fumo de esqualida candeia, Nas mãos a ferramenta de operario, E na cabeça a coruscante ideia.

E emquanto o pensamento delineia Uma philosophia, o pão diario A tua mão a labutar grangeia E achas na independencia o teu salario.

Sôem cá fora agitações e lutas, Sibille o bafo asperrimo do inverno, Tu trabalhas, tu pensas, e executas

Sobrio, tranquillo, desvellado e terno, A lei commum, e morres, e transmutas O suado labor no premio eterno.