Versos Portuguese Manuel Botelho de Oliveira Essa de ilustre máquina beleza

Portuguese poem

Essa de ilustre máquina beleza

by (1636–1711)

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Essa de ilustre máquina beleza, Que o tempo goza, e contra o tempo atura; É soberbo primor da arquitetura, É pródigo milagre da grandeza.

Fadiga da arte foi, que a Natureza Inveja de seus brios mal segura; E cada pedra, que nos Arcos dura, É língua muda da fatal empresa.

Não teme da fortuna os vários cortes, Nem do tempo os discursos por errantes, Arma-se firme contra as leis das sortes.

Que nas colunas, e Arcos elegantes, Contra a fortuna tem colunas fortes, Contra o tempo fabrica Arcos triunfantes.