Portuguese poem
Fostes, Vieira, engenho tão subido
by Manuel Botelho de Oliveira (1636–1711)
Fostes, Vieira, engenho tão subido, Tão singular, e tão avantajado, Que nunca sereis mais de outro imitado, Bem que sejais de todos aplaudido.
Nas sacras Escrituras embebido, Qual Agostinho, fostes celebrado; Ele de África assombro venerado, Vós de Europa portento esclarecido.
Morrestes; porém não; que ao Mundo atroa Vossa pena, que aplausos multiplica, Com que de eterna vida vos coroa;
E quando imortalmente se publica, Em cada rasgo seu a fama voa, Em cada escrito seu ũa alma fica.