Portuguese poem
+Soneto Ii.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Se o Grande, o que nos Orbes diamantinos Tem curvos a seus pés dos Reis os Fados, Novamente me dér ver amimados De modésta Ventura os meus Destinos;
Se acordarem na Lyra os sons Divinos, Que dórmem (já da Gloria não lembrados) Ao Côro ethéreo, candidos, e alados, Honrar com Elle hum Deos ireis, meus hynos.
Mas, da humana Carreira inda no meio, Se a débil flor vital sentir murchada Por Lei que envôlta na existencia veio;
Co'a mente pelos Ceos toda espraiada, Direi, de Eternidade ufano, e cheio: «A Deos, ó Mundo! ó Natureza! ó Nada!»