Portuguese poem
+Soneto V.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Desejo illuso, e vão! Para que traças Quadro, que imagens divinaes offrece? A terna, ausente Amada me apparece, Em Ceo de Amores eclipsando as Graças.
Ante a doce Visão, com que me enlaças, (Já murcho, estéril já) meu ser florece; Mas súbito Fantasma eis desvanece Chusma de encantos, que em teu sonho abraças.
Croado de Cypreste o Desengano, O meu nada me agoira... ó dor! mais forte Do que em seu gráo supremo o esforço humano!
Chorai, Piedade, e Amor, tão triste sorte, Chorai: longe de Anália expira Elmano; Os que a Ternura unio desune a Morte.