Portuguese poem
+Soneto Vii.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Agora que a seu lôbrego Retiro Como que a baça Morte me encaminha, E o coração, que as ancias lhe adivinha, Débil se ensaia no final suspiro:
Musa de Elmano, e Musa de Belmiro, Una-se a gloria sua á gloria minha: Meu nome aguarentou com voz mesquinha, Eu justo ao seu não fui, e a sê-lo aspiro.
Nem tu me esquecerás, Gastão cadente, Lustroso apar do mim, quando de chófre Igneas canções brotei, c'um Deos na mente.
Abri, Verdade, abri teu áureo cófre: Isto Elmano extrahio co'a mão tremente No sério ponto que illusões não sóffre.
Se a locução, a fantasia, e o rhythmo caracterizão a mente Poética, aponto D. Gastão Coutinho como dorade com estes thesoiros do Espirito. Não sôa, como devêra, (e altamente) o louvor de Thomas Antonio dos Santos, e Silva nos meus talvez ultimos versos, porque em outros, de monção mais Febéa, e já divulgados, lhe teci elogios, em que a fraterna amizade, que de muito nos liga, nada proferio avêsso á justiça, e ao tom circunspecto do Discernimento.