Versos Portuguese Manuel Maria Barbosa du Bocage +Soneto Iii.+

Portuguese poem

+Soneto Iii.+

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Pela voz do Trovão Corisco intenso Clama, que á Natureza impéra hum Ente, Que cinge do áureo Dia o véo ridente, Que véste d'atra Noite o manto denso.

Pasmar na Immensidade he crer o Immenso: Tudo em nós o requer, o adora, o sente. Próvão-te olhos, ouvidos, peito, e mente? Numen! Eu oiço, eu olho, eu sinto, eu penso.

Tua Idéa, ó Grão Ser, ó Ser Divino, Me he vida, se me dão mortal desmaio Males que soffro, e males que imagino.

Nunca Impiedade em mim fez bruto ensaio: Sempre (até das Paixões no desatino) Tua Clemencia amei, temi teu Raio.