Portuguese poem
+Soneto Xv.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Nos puros Lares teus assoma, irado, Vulcano em ondas de indomavel chamma; Impetuoso cresce, horrivel brama: Parece accezo pela mão do Fado!
Em ferventes vorágens desmandado, Tudo afêa, ennegrece, abraza, inflamma, E em cinza inutil, súbito, derrama Teus merecidos bens, Manéschi honrado.
Mas tu dessa fatal, visivel Péste, Dessa, do Inferno imagem devorante, O damno, estrago, horror baldar pudéste.
Rico de huma Alma singular, constante, Tens, tens tudo: Amizade, que te préste, Dó, que te chóre, e Musa, que te cante.
A composião deste Soneto he anterior á minha molestia, mas a Gratidão me ordena pô-lo aqui.
A huma Donzella de estremada Belleza, de rara Virtude, e morta na flor dos annos.