Versos Portuguese Manuel Maria Barbosa du Bocage +Soneto Xvi.+

Portuguese poem

+Soneto Xvi.+

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De Homens, e Numes suspirado Encanto, Lilia, innocente como virgem Rósa, Lilia, mais branda, Lilia, mais formósa Que a Nynfa ethérea, de puníceo manto:

Eu, e os Amores (que perdêrão tanto) Damos-te ás cinzas oblação mimósa: Curva goteje minha Dor saudósa Na molle offrenda, que requer meu pranto.

Em teu sagrado, perennal Retiro Disponho, ao som de lânguidas querélas, A rosa, o cravo, a túlipa, o suspiro.

Medrai no chão de Amor, florinhas béllas... Ah Lilia! Eu gózo o Ceo!... Lilia! Eu respiro Tua alma pura na fragrancia déllas!

Pedio-mo Pessôa, que virtuosamente a amava; e a mágoa do assumpto, apurada na tristeza da minha situação, deo hum Soneto, que talvez penhore os corações ternos.

Na gravissima enfermidade do Senhor Manoel Maria de Barbosa du Bocage.