Portuguese poem
+Soneto Xx.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Se na que, mórna, e lúgubre, murmura, Corrente Avérna, como as sombras densa, Dér quéda enórme a sôfrega Doença Que á vida quer sorver-me a fonte impura:
De eleitos Vegetaes sagaz mistura Não foi rígido estôrvo á Morte infensa: Só póde aos olhos meus Virtude immensa A do Horror ferrolhar Morada escura.
Arde, ó Estro! Fulmina o Monstro humano, Que origem vil ao Mundo, a si presume, E á Causa divinal repugna, insano.
Salvè, Principio d'Alma, ethéreo Lume!... Se hun Deos não fôra, que seria Elmano! Existe o Vate por que existe o Nume.