Portuguese poem
+Soneto Xvii.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Elmano! Elmano! Os que te ouvírão rindo, Penhas, e Montes, que teu Metro alçava, Clamar faz hoje a Dôr, que em pranto os lava, E, mais que todos, o Permesso, e Pindo.
Bosques, Paizagens, que teu verso lindo Em dobro enriquecêo, teu mal aggrava: Chorão-te Graças, Nynfas, que elle honrava, O niveo rosto com as mãos cobrindo.
Inda, Cysne do Téjo, inda teu Canto, Bem que rouco, s'escuta; e em desconsolo Já das Musas te chora o Côro santo.
Quando não ergas o mellífluo collo, Quem restará chorar-te? Hum Deos em pranto Se ha de então vêr, chorando o mesmo Apollo.
Por Thomaz Antonio dos Santos, e Silva.
Em resposta ao antecedente: Elmano a Tomino.