Portuguese poem
+Soneto.+
by Manuel Maria Barbosa du Bocage
Tudo acaba. Esse Monstro carrancudo, Próle do Avérno, effeito do Peccado, Tudo a cinza reduz, brandindo, irado, Com sanguinosas mãos o ferro agudo.
Oh fatal Desengano, horrendo, e mudo, Em pavorosos marmores gravado! Oh letreiros da Morte! Oh ley do Fado! He verdade, he verdade: acaba tudo.
Eis o nosso miserrimo Destino: Assim o ordena quem nos Ceos impéra; Basta, adoremos o Poder Divino.
Reprime os passos, caminhante, espera, E no Epitafio do infeliz Jozino Lê o teu nada, o que tu és pondéra.