Versos Portuguese Manuel Maria Barbosa du Bocage +Soneto Xviii.+

Portuguese poem

+Soneto Xviii.+

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Vapor doirando, que me afuma os Lares, (Porque a Morte os bafeja de contino) Sôlto de ti relampago divino, Milton de Lysia, alumiou meus ares.

O bem d'ouvir-te, o bem de me chorares Quasi que irmana desigual Destino: «Tu de assombros Cantor, (Fébo, ou Tomino) «Eu Ave, eu órgão de pavor, de azares.»

Níveo matiz d'auriferas arêas, Cysne qual Jove outr'ora, e que no alado Extasi aos Céos a melodia altêas!

Vóz, de que adóro o cântico sagrado, Vóz, que a dor minha, o Fado meu prantêas! Dá-me teus sons, e cantarei meu Fado.

Pelo estro, e pela cegueira.

As do Téjo.

Quando se tornou Cysne por Leda.

Porque então a gloria compensa-me a fortuna.

Apesar do que digo a pag. 10, sempre tive occasião de honrar o meu insigne Compatriota.