Versos Portuguese Olavo Bilac Introibo!

Portuguese poem

Introibo!

by (1865–1918)

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Sinto às vezes, à noite, o invisível cortejo De outras vidas, num caos de clarões e gemidos: Vago tropel, voejar confuso, hálito e beijo De cousas sem figura e seres escondidos...

Miserável, percebo, em tortura e desejo, Um perfume, um sabor, um tacto incompreendidos, E vozes que não ouço, e cores que não vejo, Um mundo superior aos meus cinco sentidos.

Ardo, aspiro, por ver, por saber, longe, acima, Fora de mim, além da dúvida e do espanto! E na sideração, que, um dia, me redima,

Liberto flutuarei, feliz, no seio etéreo, E, ó Morte, rolarei no teu piedoso manto, Para o deslumbramento augusto do mistério!