Portuguese poem
Justiça
by Olavo Bilac (1865–1918)
Chega à casa, chorando, o Oscar. Abraça Em prantos a Mamãe.
“Que foi, meu filho?”
—“Sucedeu-me, Mamãe, uma desgraça! Outros, no meu colégio, com mais brilho, Tiveram prêmios, livros e medalhas... Só eu não tive nada!”
—“Mas porque não trabalhas?
Porque é que, a uma existência dedicada Ao trabalho e ao estudo, Preferes os passeios ociosos? Os outros, filho, mais estudiosos, Pelas suas lições desprezam tudo... Pois querias então que, vadiando, Os outros humilhasses, E que, os melhores prêmios conquistando, Mais que os outros brilhasses? Para outra vez, ao teu prazer prefere O estudo! e o prêmio alcançarás sem custo: E aprende: mesmo quando isso te fere, É preciso ser justo!”