Portuguese poem
Meia noite
by Olavo Bilac (1865–1918)
O filho:
Ó Mamãe! quando adormecem Todos, num sono profundo, Há mesmo almas do outro mundo, Que aos meninos aparecem?
A mãe:
Não creias nisso! É tolice! Fantasmas são invenções Para dar medo aos poltrões: Não houve ninguém que os visse.
Não há gigantes nem fadas, Nem gênios perseguidores, Nem monstros aterradores, Nem princesas encantadas!
As almas dos que morreram Não voltam à terra mais! Pois vão descansar em paz Do que na terra sofreram.
Dorme com tranqüilidade! — Nada receia, meu filho, Quem não se afasta do trilho Da Justiça e da Bondade.