Portuguese poem
Microcosmo
by Olavo Bilac (1865–1918)
Pensando e amando, em turbilhões fecundos És tudo: oceanos, rios e florestas; Vidas brotando em solidões funestas; Primaveras de invernos moribundos;
A Terra; e terras de ouro em céus profundos, Cheias de raças e cidades, estas Em luto, aquelas em raiar de festas; Outras almas vibrando em outros mundos;
E outras formas de línguas e de povos; E as nebulosas, gêneses imensas, Fervendo em sementeiras de astros novos;
E todo o cosmos em perpétuas flamas... - Homem! és o universo, porque pensas, E, pequenino e fraco, és Deus, porque amas!