Versos Portuguese Olavo Bilac Solitudo

Portuguese poem

Solitudo

by (1865–1918)

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Já que te é grato o sofrimento alheio, Vai! Não fique em minh'alma nem um traço, Nem um vestígio teu! Por todo o espaço Se estenda o luto carregado e feio.

Turvem-se os largos céus... No leito escasso Dos rios a água seque... E eu tenha o seio Como um deserto pavoroso, cheio De horrores, sem sinal de humano passo...

Vão-se as aves e as flores juntamente Contigo... Torre o sol a verde alfombra, A areia envolva a solidão inteira...

E só fique em meu peito o Saara ardente Sem um oásis, sem a esquiva sombra De uma isolada e trêmula palmeira!