Versos Portuguese Paulo Setúbal Dona Margarida

Portuguese poem

Dona Margarida

by (1893–1937)

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Conheço apenas Dona Margarida Por tê-la visto, acaso, num salão. Seu negro olhar, cheio de fogo e vida, Deixava em cada peito uma ferida, Em cada peito abria uma paixão.

E eu, como os outros, vendo-a tão querida, Tão moça, tão formosa, tão feliz, Trouxe comigo, na alma dolorida, A funda mágoa, Dona Margarida, De não ter dito o que dizer lhe quis.