Portuguese poem
Ix
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Na vasta sala do feudal palacio O orgulhoso Senhor da casa d'Éste, Sobre o purpureo throno está sentado. Nobres, pagens, soldados o circundam, Os olhos crava nos culpados ambos, Ambos jovens e bellos. Duros ferros Tem sujeitos os pulsos do mancebo, Que fôra brutalmente desarmado Por mercenarias mãos da nobre espada. Na presença de um pae é d'este modo Que deve, oh Christo, apresentar-se um filho?! Porém, Hugo infeliz, nesse momento, Tem de ouvir a sentença incontrastavel Dos labios paternaes, prestar ouvidos Á triste narração do seu opprobrio! E comtudo a expressão do nobre rosto, A distincta altivez conserva ainda!