Portuguese poem
Improviso
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Porque languida essa frente Descai, quando a tarde espira? Porque nesse olhar dormente Tua alma ingenua suspira?
Porque? ai! porque? responde; Que se amor do ceo procura, Eil-o; em meu peito se esconde; Vive, é teu, tens a ventura!
Verás como então brilhante, Seduz, toma vida, inspira, Esse teu bello semblante, Que apenas hoje se admira!
Ilha da Madeira--Novembro de 1850.