Portuguese poem
Iii
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Termina a luta fervida, Cae na bainha a espada, Retorna aos lares placidos Da terra sua amada, D'esta que berço e tumulo Do grande genio foi! Se nos assaltos bellicos Distincto era o soldado, Acções inda mais validas Lhe destinara o fado: Desprende a voz, e a patria Sauda um novo heroe!
Quando se abatem animos, Medindo a luta immensa, Quando n'alguns espiritos Já desfallece a crença, Surge imponente e mostra-lhes Raiar nova manhã! É porque o genio esplendido, Que a liberdade inspira, É como a voz prophetica, Que outr'ora dirigira Do Egypto um povo misero Á fertil Canaan!
Quando com olhos avidos, Em torno a nós medimos A industria, o bem, a gloria, Em tudo, emfim, sentimos Que dera impulso maximo Seu sopro animador! Não raro correm lagrimas De uma saudade infinda!... Quanto não fez!... quantissimo Tivera feito ainda, Se o não roubasse subito A morte ao nosso amor!