Portuguese poem
Iv
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Dorme junto de nós, dorme teu somno eterno Na terra a que votaste o santo amor fraterno. Ao declinar da tarde, ao rebrilhar do sol, Na hora em que descante occulto rouxinol, Virá tambem do empyreo, alegre philomela, A tua ingenua filha, a pomba alva e singela, Esvoaçar gentil por entre o cyprestal, Soltando hymno inspirado ao somno paternal; Por que, emfim, quem lidou desde a mais tenra edade, Em prol do amor da patria, em bem da humanidade, Quando é chegada a hora, e deixa a terra emfim, Á entrada do outro mundo encontra um seraphim.
Fevereiro, 5--1866
Bulhão Pato.