Portuguese poem
O Adamastor
by Xavier de Carvalho (1862–1919)
(ao Conde de Sabugosa)
Á flor das ondas, tenebrosamente Entre o rugir dos fortes vendavaes Olhando os occeanos frente a frente, Como um monstro das lendas medievaes;
O Adamastor erguia-se inclemente Invectivando em maldições fataes: Gama que busca um novo continente E ri das couzas sobrenaturaes.
Entretanto quem era esse phantasma, Que ao vêr a frota portugueza pasma E diz phrases vibrantes de crueza?
Elle era o Antigo Espirito que absorto Via o maravilhoso extincto e morto, E o Homem dominando a Natureza.