Portuguese poem
Longe Da Patria
by Xavier de Carvalho (1862–1919)
(a Camillo Castello Branco)
Rasgando as ondas cruas, braço a braço Com mil perigos e crueis tormentos; Ralado de desgosto e de cançaço Á chuva! á neve! aos vendavaes! e aos ventos!
Em frente aos soes que estoiram violentos, Arremessando ondas de luz ao espaço; Horisontes em braza! céos cinzentos! --Nada receia aquelle peito d'aço!
E do rio Me-Khong as fundas aguas, Ouvindo ao longe as soluçantes magoas D'um povo illustre na historia humana;
A manso e manso, afrouxam a corrente, Para que elle podesse épicamente Cantar a gente illustre luzitana!