Portuguese poem
Nathercia
by Xavier de Carvalho (1862–1919)
(a João de Deus)
Era em seus olhos duma luz magoada Que elle sentia palpitar a vida, Nathercia! a virgem branca e dolorida, A alma da sua alma, a bem-amada!
Era em seus labios de escarlate vivo, Efflorescentes de caricia e lava, Que o coração do poeta se abysmava Como num banho de perfume activo.
Foi assim que elle a amou lyricamente, Ora em sonetos de paixão fremente E eclogas cheias de saudade triste;
E assim lhe disse o derradeiro adeus, Ao vel-a erguer-se aos luminosos céos: --Alma minha gentil que te partiste.