Portuguese poem
Dedicatória
by Adélia Josefina de Castro Fonseca (1827–1920)
A' S. M. A IMPERATRIZ.
Dês-de esse instante a protectora santa Á esposa encanta, que feliz tornou.
Qual moribundo, quando a lousa tóca, E um santo invóca, que salval-o vem, O seu thesouro de maior valia Grato lhe envia, por tamanho bem,
Assim minh’alma, que remir quizeste, Quando lhe déste da ventura a flôr, Vem, quanto, avára, enthesourou na vida, Agradecida, em tuas mãos depôr.
Acceita o mimo, porque o mimo é nobre, — Embora pobre seja a mão que o dá;— Mimo é de um'alma, Imperatriz amada, Onde gravada tua imagem stá.