Portuguese poem
Adeus, Gentil!
by Auta de Souza (1876–1901)
Hostia loura e formosa, ó meu sonho dourado! Açucena do Céo, archanjo immaculado Que as azas virginaes desdobras sobre a terra... Longe de ti eu choro, assim como na serra, A doce jurity que soluça e padece, Quando o Sol vai morrendo e quando a Noite desce.
Adeus, meu colibri! adeus, minha saudade! Creancinha que eu amo, ó flor de castidade! Mimoso lirio puro, innocente e gracil, Camelia desbrochada ao sol do mez de Abril!
Adeus! Adeus! Adeus! Sacode as azas puras, O’ lindo sonho branco! e lança ás amarguras De minha vida triste o pó de oiro sagrado, Que ellas deixam cahir do sacrario estrellado Que tens na cabecinha esplendida e divina, O’ creança formosa, ó alma cristallina!