Versos Portuguese Ernesto Pires Aquella Flor

Portuguese poem

Aquella Flor

by (1857–1884)

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É assim como o rosto de Paulina, Cruelmente por Nero perseguida, Aquella flôr que estimo mais que a vida, Flôr gentil de face purpurina.

Nas suas folhas leio a minha sina; Talvez cheia d'amor, talvez florida Renasça a fé, n'esta alma, dolorida, D'aquella flôr á nota sibyllina.

Quando poisar d'ausencia o escuro manto E se ouvir, n'uns timidos harpejos, O meu remoto e solitario canto,

Ó brisas que passaes por estes brejos, Estou a ungil-a com saudoso pranto E a reanimal-a com ardentes beijos.