Versos Portuguese Ernesto Pires Barbara, Escrava

Portuguese poem

Barbara, Escrava

by (1857–1884)

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Ajoelhara a negra suspirando Postas as mãos, os labios contrahidos, Diziam as canções dos seus gemidos Mais do que os prantos com que estava olhando.

Camões fitava o espaço, meditando, Bem longe o coração, longe os sentidos; E de seus olhos, para a dôr nascidos, As perolas caíam, deslisando.

Um queixume da negra, compungente, Acordara o poeta, que sonhava Com a patria querida e o amor ausente.

Ella co'os olhos n'elle comtemplava, Elle co'os olhos n'ella era indifferente, Que todo aquelle mal outra o causava.