Portuguese poem
Child-Harold
by Fagundes Varela (1841–1875)
SOBRE UMA PAGINA DE BYRON
Quem de si mesmo desterrar-se póde? Quem póde a idéa aniquilar que o mata? Quem póde altivo esmigalhar o espelho Que a torva imagem de Satan retrata?
Quantos encontram ineffaveis gozos N’esses prazeres, para mim tormentos! Quantos nos mares onde a morte enxergo Abrem as velas do baixel aos ventos!
O meu destino é vaguear e sempre! Sempre fugindo a funeral lembrança... Ferreo estylete que me rasga os musculos, Voz dos abysmos que me brada: — Avança!
Que pezar me consome! ai! não mais tentes, Espera a lousa de um pezar profundo, Sómente a morte encontrarás nas bordas, E o inferno inteiro a praguejar no fundo!