Versos Portuguese Francisca Júlia A uma criança

Portuguese poem

A uma criança

by (1871–1920)

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Choras, criança, mas chorar não deves; Entre a velhice e as tuas horas leves E’ pequena a distancia; Choras debalde; choras, Porque não sabesm flôr, quanto são breves Da humana vida as horas, Porque não sabes quanto é bella a infancia!

Tu, cuja vida é um suave paraiso Adornado de flores. Da nossa vida misera de dores Armargas e revezes, Nunca invejes o jubilo indeciso, Porque teu pranto é menos triste, ás vezes, Do que o nosso sorriso. Os teus dias são rosas Que vicejam, alegres e radiosas, Nessas tuas manhãs de eternas galas; Nunca as desfolhes, gárrula criança, Deixa-as em paz, descança Deixa que o tempo venha desfolhal-as.