Versos Portuguese Francisca Júlia Alda

Portuguese poem

Alda

by (1871–1920)

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Hoje D. Alda madrugou. A’s costas Solta a opulenta cabelleira de ouro, Nos labios um sorriso de alegria, Vae passear ao jardim; as flores, postas Em longa fila, alegremente, em coro, Saudam-n’a: „Bom dia!“ D. Alda segue... Segue-a uma andorinha; Com seus raios de luz o sol a banha; E D. Alda caminha... Uma porção de folhas a acompanha...

Caminha... Como um fulgido brilhante, O seu olhar fulgura. Mas — que cruel! — ao dar um passo adeante, Emquanto a barra do roupão sofralda, Pisa um cravo gentil de lactea alvura!

E este, sob os seus pés, inda murmura: „Obrigado, D. Alda.“