Versos Portuguese Francisca Júlia Aurora

Portuguese poem

Aurora

by (1871–1920)

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Mensageira da luz, a briza corre. A Aurora Do seu leito real de tyro se levanta. Toda a campina acorda em festa. Cada planta Mostra o sorriso ideal da matutina Flora.

Um cheiro doce e fresco a verdura evapora. A araponga, afinando a matinal garganta, Grita; um passaro geme; a patativa canta... Todo o campo é uma orchestra harmonica e sonora.

Vara o diaphano véo da alvissima neblina Uma setta de sol. E a floresta, a campina, Ainda cheias da luz de um pallido arrebol,

Descortinam-se... E em pouco, a campina, a floresta, Cheias do riso bom da natureza em festa, Palpitam sob a luz fecundante do sol.