Portuguese poem
No baile
by Francisca Júlia (1871–1920)
Flores, damascos... é um sarau de gala. Tudo reluz, tudo esplandece e brilha; Riquissimos bordados de escumilha Envolvem toda a sumptuosa sala.
Moços, moças levantam-se; a quadrilha Rompe; um suave perfume o ar trescala: E Flora, a um canto, envolta na mantilha, Espera que o marquez venha tiral-a...
Finda a quadrilha. Rompe a valsa ingleza. E ella não quer dansar! ella, a marqueza Flora, a menina mais formosa e rica!
E elle não vem! Emquanto finda a valsa, Ella, triste, a sonhar, calça e descalça As finissimas luvas de pellica!