Portuguese poem
No boudoir
by Francisca Júlia (1871–1920)
Aguarda o jovem conde ha quasi uma hora, Mudo, a agradavel occasião de vel-a. A canto do boudoir, altiva e bella, Está sentada a viscondessa Aurora.
Entre e murmura: „Que brilhante estrella! Vou confessar-lhe o meu amor agora...“ Depois, approximando-se: „Senhora, Tenho muito prazer em conhecel-a...“
E segreda baixinho: „Viscondessa, E’ por Vossa Excellencia que deliro...“ E ella, soerguendo, timida, a cabeça,
Fita-o, sorrindo, nada lhe responde... Solta apenas um tremulo suspiro Ao ver os olhos do formoso conde.