Portuguese poem
Mahabarata
by Francisca Júlia (1871–1920)
Abre esse grande poema onde a imaginativa De Vyasa, num fragor echoante de cascata, Tantas façanhas conta e dessa estrenua e diva Progenie de Pandú tantas glorias relata!
Ora Kansa, a suprema encarnação do Siva, Ora os suaves perfis de Krichna e de Virata Perpassam, como heróes, numa onda reversiva, Nas estrophes caudaes do grande Mahabarata.
Olha este incendio e pasma: aspecto bello e triste! Caminha agora a passo este deserto areoso... Por cima o céo immenso onde palpitam sóes...
Corre tudo, offegante, e, finalmente assiste Á ascenção de Iudhishthira ao Indra luminoso E á apotheose final dos ultimos heróes.