Versos Portuguese Francisca Júlia Mãe

Portuguese poem

Mãe

by (1871–1920)

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Embora a magua a afflija e a sorte a opprima, O seu amor, como celeste esmola, E’ um perfume subtil que se lhe evola Do peito e sóbe deste mundo acima.

Com que ternura a sua voz me anima, Quando, pelo meu rosto, o pranto rola! Ninguem, como ella, a minha dôr consola, Ninguem, como ella, o meu pezar lastima.

Julgo-me só e chamo-a... ella não tarda! Volta, acode-me, alegre; e, num momento, Desfaz a dôr que o coração me enlucta.

Ella é a mais fiel, a mais constante guarda Que, no meio da noite, o ouvido attento, O meu suspiro entrecortado escuta.