Portuguese poem
A um livreiro
by Gregório de Matos (1636–1696)
A um livreiro a quem acusaram de ter comido todo um canteiro de alfaces
Levou um livreiro a dente D’alfaces todo um canteiro, E comeu, sendo livreiro, Desencadernadamente; Porém eu digo que mente A quem disso o quer taxar; Antes é para notar Que trabalhou como um mouro, Pois meter folhas no couro Também é encadernar.