Versos Portuguese Gregório de Matos Como na cova tenebrosa, e escura

Portuguese poem

Como na cova tenebrosa, e escura

by (1636–1696)

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Como na cova tenebrosa, e escura, A quem abriu o Original pecado, Se o próprio Deus a mão vos tinha dado; Podíeis vós cair, ó virgem pura?

Nem Deus, que o bem das almas só procura, De todo vendo o mundo arruinado, Permitira a desgraça haver entrado, Donde havia sair nova ventura.

Nasce a rosa de espinhos coroada Mas se é pelos espinhos assistida, Não é pelos espinhos magoada.

Bela Rosa, ó virgem esclarecida! Se entre a culpa se vê, fostes criada, Pela culpa não fosse ofendida.