Versos Portuguese Gregório de Matos Do Prado mais ameno a flor mais pura

Portuguese poem

Do Prado mais ameno a flor mais pura

by (1636–1696)

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Do Prado mais ameno a flor mais pura, Que em fragrâncias o alento há desatado, Hoje a fortuna insípida há roubado A pompa, o ser, a gala, a formosura.

Flor foste, ó Conde, a quem a desventura Por decreto fatal do iníquio fado Quis dar-te como flor do melhor Prado Tumba no mar, nas águas sepultura.

Porque menos decente o monumento Poderias achar no infeliz caso De ver extinto tanto luzimento.

Por magnânimo herói no final prazo Somente na extensão desse elemento Terias como sol decente ocaso.