Portuguese poem
Mancebo sem dinheiro
by Gregório de Matos (1636–1696)
Mancebo sem dinheiro, bom barrete, Medíocre o vestido, bom sapato, Meias velhas, calção de esfola-gato, Cabelo penteado, bom topete.
Presumir de dançar, cantar falsete, Jogo de fidalguia, bom barato, Tirar falsídia ao Moço do seu trato, Furtar a carne à ama, que promete.
A putinha aldeã achada em feira, Eterno murmurar de alheias famas, Soneto infame, sátira elegante.
Cartinhas de trocado para a Freira, Comer boi, ser Quixote com as Damas, Pouco estudo, isto é ser estudante.