Portuguese poem
Na oração, que desaterra
by Gregório de Matos (1636–1696)
Na oração, que desaterra....................................................aterra Quer Deus, que, a quem está o cuidado...............................dado Pregue, que a vida é emprestado.........................................estado Mistérios mil, que desenterra...............................................enterra.
Quem não cuida de si, que é terra........................................erra Que o alto Rei por afamado..................................................amado, E quem lhe assiste ao desvelado.........................................lado Da morte ao ar não desaferra................................................aferra.
Quem do mundo a mortal loucura..........................................cura, A vontade de Deus sagrada..................................................agrada, Firmar-lhe a vida em atadura.................................................dura.
Ó voz zelosa, que dobrada....................................................brada, Já sei, que a flor da formosura...............................................usura Será no fim desta jornada......................................................nada.