Versos Portuguese Gregório de Matos Num dia próprio a liberalidades

Portuguese poem

Num dia próprio a liberalidades

by (1636–1696)

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Num dia próprio a liberalidades, No qual o Rei dos Reis aos Reis aceita, Não é muito, que quem Rei vos respeita, Vos troque a Senhoria em majestades.

Obriga-me a pedir calamidades A que o meu fado triste me sujeita, Obriga-vos a dar a mão perfeita, Com que sabeis matar necessidades.

Chegaram hoje os Reis do diversório A tributar incenso, mirra, e ouro, Fazendo do presépio um oratório:

Se guiou aos três Reis Planeta Louro, Guie-me a minha estrela o peditório, Com que na vossa mão ache um tesouro.