Versos Portuguese Gregório de Matos Ó caos confuso, labirinto horrendo

Portuguese poem

Ó caos confuso, labirinto horrendo

by (1636–1696)

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Ó caos confuso, labirinto horrendo, Onde não topo luz, nem fio amando, Lugar de glória, aonde estou penando, Casa da morte, aonde estou vivendo!

Ó voz sem distinção, Babel tremendo, Pesada fantasia, sono brando, Onde o mesmo, que toco, estou sonhando, Onde o próprio, que escuto, não entendo!

Sempre és certeza, nunca desengano, E a ambas propensões, com igualdade No bem te não penetro, nem no dano.

És ciúme martírio da vontade, Verdadeiro tormento para engano, E cega presunção para verdade.