Versos Portuguese Gregório de Matos Quem viu mal como o meu sem meio ativo!

Portuguese poem

Quem viu mal como o meu sem meio ativo!

by (1636–1696)

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Quem viu mal como o meu sem meio ativo! Pois no que me sustenta, e me maltrata, É fero, quando a morte me dilata, Quando a vida me tira, é compassivo.

Oh do meu padecer alto motivo! Mas oh do meu martírio pena ingrata! Uma vez inconstante, pois me mata, Muitas vezes ctuel, pois me tem vivo.

Já não há de remédio confiancas; Que a morte a destruir não tem alentos, Quando a vida empenar não tem mudanças.

E quer meu mal dobrando os meus tormentos, Que esteja morto para as esperanças, E que ande vivo para os sentimentos.