Portuguese poem
A D. Barbara Eliodora, sua esposa
by Inácio José de Alvarenga Peixoto (1742–1792)
Barbara bella, Do Norte estrella, Que o meu destino Sabes guiar, De ti ausente Triste sómente As horas passo A suspirar.
Por entre as penhas De incultas brenhas Cansa-me a vista De te buscar; Porém não vejo Mais que o desejo, Sem esperança De te encontrar.
Eu bem queria A noite e o dia Sempre comtigo Poder passar; Mas orgulhosa Sorte invejosa, D’esta fortuna Me quer privar.
Tu, entre os braços, Ternos abraços Da filha amada Pódes gozar; Priva-me a estrella De ti e d’ella, Busca dous modos De me matar!