Portuguese poem
Ii
by João de Deus
Oh! o seu nome Como eu o digo E me consola! Nem uma esmola Dada ao mendigo Morto de fome!
N'um mar de dôres A mãe que afaga Fiel retrato De amante ingrato, Unica paga Dos seus amores...
Que rota e nua, Tremulos passos, Só mostra á gente A innocente Que traz nos braços De rua em rua;
Visto que o laço Que a prende á vida E só aquella Candida estrella Que achou cahida No seu regaço;
(Não que lhe importe A ella nada... Que tudo escusa; E até accusa De descuidada Comsigo a morte!)
Mão bemfazeja Se por ventura Encontra um dia, Com que alegria, Com que ternura, Ella a não beija!...
Mas com mais quanto Amor te escrevo, Soletro e leio Nome de enleio! Nome de enlevo! Nome de encanto!