Portuguese poem
I
by João de Deus
Ella não sabe a luz suave e pura Que derrama n'uma alma acostumada A não vêr nunca a luz da madrugada Vir raiando senão com amargura!
Não sabe a avidez com que a procura Ver esta vista, de chorar cançada, A ella... unica nuvem prateada, Unica estrella d'esta noite escura!
E mil annos que leve a Providencia A dar-me este degredo por cumprido, Por acabada já tão longa ausencia,
Ainda n'esse instante appetecido Será meu pensamento essa existencia... E o seu nome, o meu ultimo gemido